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| Ser independente e ter o direito de escolha é o que toda pessoa com ou sem deficiência deseja. Escolher uma roupa, um sapato, um carro ou qualquer outra coisa que dê prazer ou que satisfaça as suas necessidades. Não tem algo melhor do que ir a um restaurante, por exemplo, e ter a liberdade de olhar todo o cardápio e depois decidir o quer comer,sem ter de pedir para alguém ler para você ou que o garçom relate toda a lista de pratos que a casa oferece. Foi para assegurar ao deficiente visual o direito de fazer suas próprias escolhas em um restaurante que alguns Estados e Municípios criaram uma lei que obriga bares, lanchonetes e restaurantes a manter e apresentar cardápios com a impressão em braile, quando solicitados. "Eu mesma prefiro consultar o cardápio quando vou a um restaurante em vez de pedir para alguém ler para mim", diz a especialista em editoração braile, da Fundação Dorina Nowiil, Regina Fátima de Oliveira. "Além de dar independência, faz bem para a nossa auto-estima." |
"Cardápio em braile é sinônimo de inclusão e atenção", diz o técnico em tecnologia assistiva da Laramara, Paulo Henrique da Graça, de 25 anos. Para Paulo, que é cego devido a uma retinose pigmentar, o cardápio em braile é muito útil para quem não enxerga, mas mais importante ainda é a pessoa saber atender o deficiente de forma adequada. "E isso não depende de leis e sim de conscientização de todos."
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