"Eu fecho meus olhos para ver" Paul Gaughin.
Em reflexão à frase acima transcrita, do pintor francês Paul Gaughin, façamos um teste bem simples, feche os olhos por um tempo, e preste atenção em suas reações, seus outros sentidos se tornam mais aguçados, percebem que usam mais a audição? o olfato fica mais apurado? o tato automaticamente mais sensível e o paladar até mesmo seletivo?
Nós andamos mais devagar, prestamos mais atenção ao que nos rodeia, tentamos com muito mais esforço entender o que se passa perto de nós, as coisas deixam de ser automáticas!
Quando estamos de olhos abertos, muitas vezes não "enxergamos" a realidade das coisas, ou mesmo não damos o valor que devemos a tudo que nos envolve. Muita coisa passa, simplesmente passa... o cheiro delicioso de um perfume, a maciez de um tecido, a harmonia de um acorde musical... porque simplesmente ficamos vendo como é o vidro do perfume e não a essência, ou mesmo se o tecido tem cores bonitas, se a pessoa que canta a música é interessante ou não... enfim, visual e visual, não que a visão não tenha sua importância, definitivamente tem, mas precisa deixar de ser SOMENTE, e se tornar COMPLEMENTAR.
Sim, algumas vezes nossos olhos atrapalham, tiram a nossa atenção, camuflam situações, sentimentos, e nos impedem de usarmos devidamente os outros sentidos, tão importantes mas postos de lado, totalmente subutilizados, sentidos esses que passam a ser apenas coadjuvantes.
Meu filho me ensinou a fechar os olhos algumas vezes para ver como o mundo pode ser ainda mais bonito!
Graças a Deus que nos presenteou com tantas formas de percepção, fica aqui a pergunta, porque, então, usarmos somente uma?
Abraços especiais.
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